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Representação de caracteres

A representação de caracteres num sistema informático passa, também, por uma codificação em binário. Ao falar-se aqui em caracteres, estamos a ter em conta todas as letras do alfabeto (maiúsculas e minúsculas), os dez dígitos decimais (0,1, …,9), sinais de pontuação e diversos outros. A principal tabela que codifica os caracteres usados nos computadores é a tabela ASCII (“American Standard Code for Information Interchange”). As versões actuais desta tabela utilizam agrupamentos de 8 bits para a codificação dos caracteres; portanto, é possível codificar 256 caracteres diferentes. Podemos considerar duas metades no conjunto dos 256 caracteres da tabela ASCII: A primeira metade, que contém os primeiros 128 caracteres, é igual em todas as versões; A segunda metade, os últimos 128 caracteres, pode apresentar diferentes versões, consoante os países a que se destina (engloba caracteres acentuados e outros). Por exemplos: O carácter da tabela ASCII com o número de ordem 50 (decimal...

Sistema de numeração binário

Os números com que os sistemas informáticos operam, ao nível do hardware ou da linguagem máquina, têm de se encontrar sempre convertidos para o sistema de numeração binário – o sistema de numeração que opera apenas com dois dígitos: 0 e 1 (zero e um). Decimal Binário 0 0 1 1 2 10 3 11 4 100 5 101 6 110 7 111 8 1000 9 1001 Como se converte um número decimal para binário? Consideremos, por exemplo, o número 13 em decimal. Como se escreve esse número em binário, ou seja, só com zeros e uns? Um processo prático para fazer a conversão de um número em decimal para binário consiste em efectuar divisões sucessivas por 2 até se obter um quociente igual a 1; em seguida, forma-se o número com esse 1 seguido de todos os restos encontrados, pela ordem invers...

Bits e Bytes

A unidade mínima de informação com que trabalham os sistemas chama-se bit. Bit resulta da contracção das palavras inglesas “binary” (binário) e “digit” (dígito). Binário tem a ver com o sistema de numeração que opera apenas com dois dígitos. Os bits, por si só, isolados uns dos outros, não serviriam para grande coisa; porém, se trabalharmos com agrupamentos de bits, já poderemos codificar qualquer género de dados e informação. Toda a informação com que opera um sistema informático é constituída, em última análise, por agrupamento de bits. Com os diferentes agrupamentos e combinações de bits representam-se: Valores numéricos; Caracteres e palavras; Formas gráficas, cores, etc. Os principais agrupamentos de bits com que é usual trabalhar-se em computação são múltiplos de oito: 8, 16, 24, 32, etc. Um agrupamento de bits muito usado em informática é o byte ou octeto – conjunto de 8 bits. Com um bit temos duas representações possíveis (0,1). Com dois bits temos 4 combinações possí...

Transístores, circuitos digitais e chips

Ao seu nível mais básico ou elementar, o funcionamento de um computador baseia-se em circuitos eléctricos, os quais permitem codificar e armazenar os dados com que o computador efectua as operações de processamento. Estes circuitos eléctricos, por sua vez, têm, como componentes básicos fundamentais, os transístores Os transístores são feitos de um material semicondutor (normalmente um componente baseado em silício ou sílica). Os semicondutores têm a particularidade de poderem alternar entre condutores e não condutores ou isolantes, conforme o nível de carga eléctrica que se lhes fornece. Assim, podem actuar como interruptores na passagem de energia eléctrica dentro dos circuitos. Nos circuitos electrónicos de um computador circula corrente eléctrica com determinados níveis de voltagem. Com dois níveis de voltagem diferenciados (por exemplo, 0 e 5 volts) codificam-se os dois sinais – 0 e 1 – com que os computadores efectuam todas as operações. Estes dois sinais (0 e 1) são chamado...

Arquitectura CISC e RISC

Quando se fala em arquitecturas de processadores, há dois acrónimos a considerar: CISC – “Complex Instruction Set Computing” RISC – “Reduced Instruction Set Computing” A diferença principal entre uma arquitectura CISC e uma arquitectura RISC reside, basicamente, no seguinte: Um processador CISC é concebido para operar com um conjunto bastante complexo de instruções máquina, de modo a que possa corresponder de uma forma mais próxima e directa às diversas tarefas de processamento; muitas instruções têm versões diferenciadas conforme o tipo e localização (“registers”, RAM, etc.) dos dados a operar; essas diferenças traduzem-se em tempos de execução diferenciados conforme o tipo de instrução – o que implica um ritmo irregular de funcionamentos do processador, em que diferentes tipos de instruções requerem diferente número de ciclos para a sua execução; Os processadores RISC são concebidos com base numa organização interna dos circuitos mais optimizada, de modo a que possam funcionar com ...

Principais famílias de micros

Os microprocomputadores, também usualmente conhecidos por PC’s (“Personal Computers”) ou computadores pessoais, surgiram a partir do momento em que a tecnologia de miniaturização VLSI (“Very Large Scale Integration”) tornou possível o fabrico de CPU’s. ou micrprocessadores, memórias e outros componentes, em unidades de muito pequenas dimensões – chips. Os microprocessadores que estiveram na base dos primeiros computadores pessoais com sucesso no mercado foram o Intel 8086 e Intel 8088 (surgidos no final da década de 70). Um destes processadores foi incorporado no primeiro computador pessoal da IBM, surgindo em 1981, com o nome IBM PC. Como sistema operativo, a IBM adoptou, para o seu PC, o MS-DOS (“Microsoft Disk Operating System” ). Este computador pessoal rapidamente se constituiu num standard ou modelo, imitado por um número crescente de empresas. Os PC’s feitos segundo o modelo IBM PC, apesar da diversidade dos seus fabricantes, mantêm entre si uma compatibilidade total, isto p...

Classificação de computadores por categorias

Quanto ao tamanho/capacidade, a classificação dos computadores costuma considerar as seguintes categorias: pequeno, médio e grande porte. Apesar de ainda se falar muito destas diferentes categorias de computadores quanto ao tamanho ou porte (micros, minis e mainframes), tem-se verificado uma tendência acentuada para as fronteiras entre essas diferentes categorias se tornarem cada vez menos exactas, com zonas de sobreposição entre categorias próximas. Por exemplo, muitos micros ou PC’s actuais são computadores com maiores capacidades de armazenamento e velocidade de processamento do que muitos minis fabricados apenas alguns anos antes. Muitos supermicros desempenham funções de servidores de rede, ainda há poucos anos reservadas apenas a computadores de maior porte. Outros tipos de computadores surgem com capacidades acrescidas em alguns parâmetros específicos, por exemplo, para desenho assistido por computador (CAD), em que é...